Saturday, April 29, 2006
Caro amigo distante,
Certa vez eu lhe enderecei dizeres de desculpas, saudades e gostares. Desta vez não venho aqui para me desculpar da falta de notícias minhas que lhe acomete...
De qualquer forma, fique dito que por aqui as coisas andam mais ou menos no mesmo passo que antes no reino de Abrantes. Algumas bobagens permeando a vida, pra dar aquele ar de graça. Algumas brigas também porque senão fica chato. Algumas bebedeiras regadas a muitas risadas. Algumas histórias para contar. Nada de extraordinário ou espetacular. Mas ainda sim, a vontade de compartilhar. Mas a comunicação entre lugares de diferentes céus, é quase impossível... nem as estrelas ajudam.
É dessa vez a saudade demorou mais a visitar-me. Pensei até que nem ia sentir direito.Sei lá... essa correria da vida, esse pouco tempo que sobra pra sentir as coisas, pra pensar nas pessoas, esse pouco tempo que sobra pra viver. Convenci-me de que o tempo voa, então rapidamente a distância diminuía. Quase que num piscar de olhos. Juro como tentei a técnica do pirlimpímpim e pensei que se desejasse verdadeiramente em dois tempos estaria aí pra uma rápida visita, só o tempo de um suco e uns pães de queijo. Mas não me chamo Emília e Deus não quer brincar de Lobato...
Foi quando a senhora saudade deselegantemente resolveu bater a minha porta e sem ser convidada foi adentrando a casa, se instalando, fazendo morada. E eu que queria lhe cobrar notícias, usar toda a minha argumentação para provar por A mais B que o senhor anda em falta. Eu que já tinha decidido não escrevinhar uma linha, mandar uma notícia, antes que você se dignasse a dizer que está vivo e contar como andam as coisas em vias londrinas para a banda sul do mundo. Fui me rendendo à saudade. Saudade que dói. E por isso aqui estou: a remete-lhe novamente dizeres de saudade e gostares. Só a dizer que amo. Amigo-irmão.
De qualquer forma, fique dito que por aqui as coisas andam mais ou menos no mesmo passo que antes no reino de Abrantes. Algumas bobagens permeando a vida, pra dar aquele ar de graça. Algumas brigas também porque senão fica chato. Algumas bebedeiras regadas a muitas risadas. Algumas histórias para contar. Nada de extraordinário ou espetacular. Mas ainda sim, a vontade de compartilhar. Mas a comunicação entre lugares de diferentes céus, é quase impossível... nem as estrelas ajudam.
É dessa vez a saudade demorou mais a visitar-me. Pensei até que nem ia sentir direito.Sei lá... essa correria da vida, esse pouco tempo que sobra pra sentir as coisas, pra pensar nas pessoas, esse pouco tempo que sobra pra viver. Convenci-me de que o tempo voa, então rapidamente a distância diminuía. Quase que num piscar de olhos. Juro como tentei a técnica do pirlimpímpim e pensei que se desejasse verdadeiramente em dois tempos estaria aí pra uma rápida visita, só o tempo de um suco e uns pães de queijo. Mas não me chamo Emília e Deus não quer brincar de Lobato...
Foi quando a senhora saudade deselegantemente resolveu bater a minha porta e sem ser convidada foi adentrando a casa, se instalando, fazendo morada. E eu que queria lhe cobrar notícias, usar toda a minha argumentação para provar por A mais B que o senhor anda em falta. Eu que já tinha decidido não escrevinhar uma linha, mandar uma notícia, antes que você se dignasse a dizer que está vivo e contar como andam as coisas em vias londrinas para a banda sul do mundo. Fui me rendendo à saudade. Saudade que dói. E por isso aqui estou: a remete-lhe novamente dizeres de saudade e gostares. Só a dizer que amo. Amigo-irmão.