Saturday, October 22, 2005

 

caro amigo,

as madrugadas sempre foram propícias para a poesia. E um dia assim tão poético, de tantas descobertas líricas, rítmicas e métricas não poderia sair incólume. E teus dedos entre meus cabelos me toca tão intensamente. E a nuca agora desprevenida cede sem mais - arrepio. E esse jeito de se fazer presente quando distante. E me deixar trêmula, rindo de nervosa e dessa felicidade besta. Pondo em prática a superficialidade do corpo. Assim, fugi para o sol e desci no primeiro raio que apanhei com os cabelos desgrenhados como você os deixou.

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