Sunday, August 21, 2005

 

Cara amiga menina-lágrima,


desce, pequena. Desce por entre as marcas de meu rosto, que ele hoje está triste e quer-te liquído sentimento a espreita destes dias. Desce para que laves as minúsculas dores de minha'lma capazes de romper os poros de minha pele e avermelhar meu rosto. Aproveite-me passivo e complexo e questione-me as causas todas da ciência, da arte, do mundo, porque nesta situação, nossa intimidade com a (in)verdade das coisas é pulsante. Desce derretida, inteira para meus lábios, pequena. É que são deles as maiores angústias dessa solidão, porque são deles o banzo por esse desejo proibido e por esse grito contido. Desce, menina, desce que tua cumplicidade comigo é a mesma de de minha mãe com o meu umbigo. E eu, no fim, resto-me a tua espera.
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